Com uma notável obra elaborada ao longo da segunda metade do século XIX, Eça de Queiroz consagrou-se como um dos escritores que caracterizaram a época e, consequentemente, o rumo da literatura portuguesa. Aqui discutimos os trâmites das diversas camadas sociais abordados pelo autor através da análise de alguns contos da sua autoria.
Ensaio metodológico sobre um caso de 1781 em que uma criança nascida fora do casamento se tornou legítima porque os pais se casaram depois (legitimação por subsequente matrimónio). Através do cruzamento de datas em registos paroquiais, discute-se a prova indireta, o acaso na investigação e a posição do investigador-descendente.
Sobre a transcendência na cultura ocidental (filosofia grega, ius romanum, revelação cristã) comum a Portugal e Brasil. Destaca-se a universidade medieval, dignidade do labor intelectual hierárquico vs. materialismo igualitário, e o papel das ideias na sociedade e no bem comum.
On how Christopher Nolan is not a true artist in the grand sense of the term: his concept-driven films lack emotional-spiritual fusion, poetic unity and depth. Desaturated, materialistic, his work fail to confront death or the soul, unlike real artists like Tarkovsky, Kubrick, Eliot, etc. Popular but overhyped.
Onde se sustenta que em todas as espécies anisogâmicas existem apenas dois sexos, definidos pelo tipo de gâmeta produzido. Analisam-se e refutam-se os principais argumentos contrários, defendendo uma definição de sexo assente na função reprodutiva e na biologia evolutiva.
Sobre Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa, 1847-1921), escritora prolífica de poesia, contos, ensaios e lit. infantil. Defensora da educação feminina, publicou 25 obras e foi a 1.ª mulher na Academia das Ciências de Lisboa (1912), influente em Portugal e no Brasil.
Para a compreensão histórica da censura literária no Estado Novo, revistamos o caso de Natália Correia, cuja intervenção cívica e produção literária a converteram num alvo recorrente da ação censória. O processo judicial relativo à Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica constitui exemplo paradigmático de resistência cultural e de violência repressiva.
O legado japonês em Macau, frequentemente ignorado, marcou profundamente a história macaense desde os primeiros contactos dos portugueses no Japão em 1543. Influenciou o comércio (nau preta Macau-Nagasáqui), costumes (chiquia, norimono, quimono), gastronomia (bolo supião, mochi, Chá Gordo) e religião, além de arquitectura e identidade.
Análise quantificada detalhada sobre vantagens e desvantagens de cada sexo no Ocidente hoje. Com base nestes dados, não é razoável nem sustentável afirmar que existe um “patriarcado” no sentido de um sistema estrutural de dominação masculina absoluta ou opressão sistémica das mulheres.
Apresentação de “Os Pássaros da Morte de Salazar” (2026), teatro político que alerta contra autoritarismo actual, inspirando-se no Estado Novo, em que jovens sequestram um informador da PIDE num julgamento vigilante sobre repressão; explora-se justiça/vingança, memória e banalidade do mal.
Há histórias que parecem retiradas de um romance. Esta é uma delas. Durante cerca de um ano, um pequeno grupo entrou regularmente no Panteão de Paris, com ferramentas, peças e materiais, até conseguir restaurar um relógio monumental imóvel há décadas. Fizeram-no sem autorização, sem financiamento e sem procurar reconhecimento público.
Sobre Maria Amália Vaz de Carvalho (Lisboa, 1847-1921), escritora prolífica de poesia, contos, ensaios e lit. infantil. Defensora da educação feminina, publicou 25 obras e foi a 1.ª mulher na Academia das Ciências de Lisboa (1912), influente em Portugal e no Brasil.
Metafiction in video games evolved from playful fourth-wall breaks in 1980s titles like Zork and StarTropics to profound self-referential loops in Space Quest III/IV and ontological twists in Monkey Island 2. We explore how interactivity amplifies self-awareness across decades, turning players into co-authors of the deconstruction in classics and modern experiments alike.
O legado japonês em Macau, frequentemente ignorado, marcou profundamente a história macaense desde os primeiros contactos dos portugueses no Japão em 1543. Influenciou o comércio (nau preta Macau-Nagasáqui), costumes (chiquia, norimono, quimono), gastronomia (bolo supião, mochi, Chá Gordo) e religião, além de arquitectura e identidade.
Galeria com fotografias de Ana Vieira Vicente ilustrando frontispícios da paisagem etnográfica rural, com breves textos romanceados inspirados nas imagens.
Athina Koumparouli apresenta na Manifesta 16 Ruhr (igrejas abandonadas do Ruhr) duas obras: All the Views I Can’t Remember (fragmentos de vidro reorganizados) e Dead Natures / New Entities (escavações e plantas em cobre). Explora memória, matéria e transformação. Até 4 out 2026, Kulturkirche Liebfrauen, Duisburg.
Quatro séries temáticas da autoria do artista André M.C. Correia, com obra inspirada pela arquitectura, cinema, viagens e quotidiano urbano, que explora a atmosfera, a memória e a carga emocional de espaços imaginários através de narrativas visuais de carácter onírico.
Galeria fotográfica com alguns aspectos da vida piscatória chinesa e da paisagística geral na localidade do Porto Interior de Macau, em 1964, captados por uma lente amadora.
Trabalho caricaturístico de Pedro Brito, de 2024, desta vez visando o recém-chegado governo de coligação AD e respectivo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Dez alíneas das cento e seis presentes na obra de Rui Gonçalves, professor de direito e jurisprudência romana em Coimbra, no sec. XVI, sobre os direitos da mulher no quadro legal português dessa época.
Sobre uma entrevista de Helena Roseta sobre habitação onde se percebe a enormidade de vícios, mal-entendidos, falácias, informações parcelares, erros de facto e de juízo, e redondas mentiras, a que as pessoas fundamentalmente ideológicas se entregam.
No turbilhão de opções na indústria de beleza, a dualidade entre a cosmética natural caseira e a comercial surge como um conto fascinante: a procura pela verdadeira essência da beleza encontra-se no cruzamento entre estas duas abordagens distintas.
Uma viagem pelos contornos do conceito do erótico, usando alguns textos da antiguidade clássica com o auxílio de George Bataille e da sua obra fundamental O Erotismo.
Sobre a celulose, o composto orgânico renovável mais abundante na Terra, um polímero natural sustentável, fascinante e quase inesgotável, utilizado em diversas aplicações do dia-a-dia.
A associação #naopartilhes pretende prevenir a partilha online de conteúdos íntimos sem consentimento; mas as falácias, contradições e aversão à crítica no seu discurso levam a suspeitar que possa ser um mero veículo de auto-promoção, lavagem de imagem e de caminho para a fama dos seus dirigentes.
Sobre a dualidade litoral e interior no continente português, como se trata de um processo social e político de relevância e como podemos colaborar com a governança para promover uma maior e mais eficaz coesão territorial.
Sobre a modalidade dos e-sports e a popularidade dos jogos electrónicos a nível competitivo e profissional: o seu desenvolvimento, o seu estatuto enquanto desporto e os benefícios da prática.
Numa troca irracional de impressões na sociosfera virtual, o deputado Mário Amorim Lopes e a cineasta Raquel Freire travam-se de razões sobre as causas da diferença salarial entre sexos: um não sabe comunicar, e a outra não sabe nada.
Sobre Flor de Buriti, documentário-ficção que mostra a luta de uma tribo indígena para conservar o seu território e cultura perante ameaças externas e a negligência do governo do Brasil.
Às portas da primavera: orientalismo, cortiça, iluminuras, sensacionalismo, coleccionadores, Ksar Sghir, Fedro, Aristófanes, senhoras e cavalaria, autopsicografia, Lispector, Ondjaki, rasgar quadros, activismo racista, Antero, galerias de arte e estado-tutor.
Reviews that dive into the musically obscure, with some psychedelic pop with exotic tinges and two soundtracks, one with dueling bluegrass banjos and another for a campy horror movie.
Onde se analisa o impacto da censura e da democracia na imprensa, nomeadamente as diferenças na prática jornalística entre o regime do Estado Novo e a democracia actual: a censura, a liberdade, a internet, e como seriam notícias hoje se visadas pelo lápis azul.